quinta-feira, 11 de maio de 2017

A mulher do fluxo de sangue( ou mulher hemorrágica)


Vou contar a história da senhora
Que sofreu com um mal por doze anos
Já não tinha a cura nos seus planos
Iludida por não achar melhora
Gastou tudo que tinha mundo afora
Sem a cura jamais acontecer
Já não tinha mais forças pra viver
Com o sangue do corpo que fluía
Sua força também desvanecia
Esta pobre vivia a sofrer.

Uma vida vivendo amargurada
Com um mal que pra ela era terrível
Ser curada não era mais possível
Gastou tudo já não tinha mais nada.
E se via por todos desprezada
Por ser sua doença, hemorragia
E por onde passava ela ouvia
As pessoas dizendo: é imunda!
Essa pobre mulher sofre e afunda
Na tristeza, pois não tem alegria.

Era imunda por causa da doença
Pois ninguém poderia a tocar
Mesmo tendo dinheiro pra gastar
Gastou tudo, mas não fez diferença.
Condenada pagar essa sentença
De sofrer com a dor e solidão
Sem ter quem possa dar a solução
A mulher só espera pela morte
Sem ninguém pra mudar a triste sorte
Vive ela com essa humilhação.

Conhecida por nós sem ter um nome
A chamamos de mulher hemorrágica
Pela sua situação tão trágica
A doença virou um sobrenome.
Assolada por dor e pela fome
Pois não tinha nem mais o que comer
Gastou tudo pra cura obter
A família não mais a visitava
Para a pobre sem nome o que restava
Era só esperar para morrer.

Mas um dia viu ela um movimento
Certo homem passando ali chorava
Também viu que um amigo o consolava
Quis saber o motivo do lamento.
Descobriu que aquele sofrimento
Era a filha do homem que morria
Então ele buscar ajuda iria
Em um certo Jesus  de Nazaré
Pois diziam que quem tivesse fé
Em Jesus, o milagre acontecia.

Então nela voltou a esperança
De curar-se de sua hemorragia
Certamente Jesus atenderia
E viria dar vida a criança.
A mulher planejou com confiança
Esperar que por lá ele voltasse
Se Jesus com o homem ali passasse
Poderia a ela dar a cura
Doze anos vivendo em amargura
Findaria se Ele a curasse.

Na estrada de olho ela ficou
Sempre atenta a qualquer movimento
Quando enfim percebeu em um momento
Vindo um povo, ao longe avistou.
Quando viu que dali se aproximou
Procurou Jesus para lhe falar
Percebeu ser difícil de chegar
Até ele devido à multidão
E propôs dentro do seu coração
De Jesus alcançar para o tocar.

A mulher já estava acostumada
Ver pessoas se desviando dela
Tinham medo de até esbarrar nela
Era assim que vivia humilhada.
No entanto estava destinada
Sob o risco de ser repreendida
Viu ali a chance de sua vida
Pela fé ela criou ânimo novo
Levantou entrou no meio do povo
Pra fazer o que estava resolvida.

Temerosa seu passo adiantou
Pelo meio do povo que a apertava
Viu Jesus que a frente caminhava
E com fé em Jesus ela tocou.
Então ele ao povo perguntou
Quem suas vestes teria segurado
Mesmo tendo gente para todo lado
A mulher viu que não se esconderia
Ao ver que estancou a hemorragia
Revelou que teria o tocado.

Jesus vendo da tal mulher a fé
Disse:Filha, agora estás curada
Ela viu a saúde restaurada
Por Jesus, o homem de Nazaré.
O médico supremo Ele é
Não importa se tens um nome ou não
Ou se vives talvez na exclusão
Por pessoas que não te dão valor
Por você tem Ele um grande amor
E jamais vai te negar atenção.

Nunca dê o seu caso por encerrado
Sem que antes a Cristo o apresente
Mesmo sendo contrária toda a gente
Não desista, Jesus tá ao teu lado
Com tua fé Ele pode ser tocado
E virá para a causa resolver
E porá um final no teu sofrer
Tua causa verás ser resolvida
Só Jesus é que pode dar a vida
Ao que está condenado a morrer.

A mulher de nome não revelado
Traz pra nós mais uma grande lição
Seja qual for tua situação
Nunca dê o caso por encerrado.
Tua  causa tem Ele contemplado
Basta só em Jesus Cristo esperar
Pela fé, nós podemos o tocar
Para ver o milagre acontecido
A mulher de nome desconhecido
Mostrou isso por nEle confiar.


Baseado no relato bíblico de Mateus 9:18-22

“E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a orla de sua roupa;
Porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a sua roupa, ficarei sã.
E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã”.



quarta-feira, 15 de março de 2017

A CRIAÇÃO


Uma poesia de Roberto Celestino


No princípio Criou Deus
Toda terra, céus e mar
Animais que nadam e andam
Outros que sabem voar
E depois criou o homem
Para a tudo dominar.

Mas foi diferente o homem
No ato da criação,
Deus não disse apenas: faça-se
O formou com Sua mão
Deu-lhe o fôlego de vida
Chamou ele de Adão.

Entre toda a criação
Foi o homem mais amado
Obra prima do Senhor
Assim foi considerado
Deus o amava demais
Estava sempre ao seu lado.

Logo o homem percebeu
Todo bicho acompanhado
Cada macho com uma fêmea
Só ele havia sobrado
Então perguntou a Deus:
Pra mim, o que tens guardado?

Deus o fez adoemecer
E tirou-lhe uma costela
Para formar a mulher
Que então seria aquela
Companheira para o amar
E pra ele amar ela.

Adão quando acordou
Não podia acreditar
Vendo a linda mulher
Ao seu lado a lhe fitar
Então ele entendeu
Que aquela era o seu par.

Ele a chamou de Eva
E agradeceu o presente
Já não seria sozinho
E vivia sorridente
E Deus muito se alegrava
Ao vê-lo sempre contente.

Tudo então era perfeito
Tudo estava terminado
Cada ser com o seu par
Nenhum havia sobrado
E mostrando tudo ao homem
Entregou ao seu cuidado.

Deus lhes disse o que seria
Para a alimentação
Só um um fruto no jardim
Não podiam comer, não
Disse assim: se vós comerdes,
Certamente morrerão.

Adão pensou nesta árvore
E quis conhecer a tal
Deus levou-os até ela
E mostrou-a ao casal
Árvore do conhecimento
Do bem e também do mal.

Era ela muito bela
E seu fruto esplendoroso
Chamou a atenção de Eva
Preocupando seu esposo
Vez por outra ela dizia:
Que fruto maravilhoso!

Desse dia em diante
Eva sempre se ausentava
Adão já sabia logo
Onde ela se encontrava
Era lá perto da árvore
Onde os frutos contemplava

Ele estava preocupado
Á mulher advertia
Mas de nada adiantava
A cena se repetia
Sempre ao cair da tarde
Falta dela ele sentia.

Um ser expulso do céu
Por fazer rebelião
Lúcifer, anjo de luz
Se tornou escuridão
Odiando ao Criador
Quis manchar a criação

Certa tarde a mulher
Pelo jardim caminhava
Percebeu que  uma serpente
Dela se aproximava
Começou falar da árvore
E do fruto que ela dava

Então Eva revelou
Do seu desejo sentido
Mas não podia comer
Deus havia proibido
Se comessem morreriam
Ela e também seu marido.

A serpente então falou:
Deus mentiu para vocês
Ele teme que vós comam
Sabe que não morrereis
Pois no dia em que comerdes
Como Ele vós sereis.

Eva duvidou então
Do que Deus tinha ordenado
E agora outro desejo
Nela tinha suscitado
Se tornar igual a Deus
tanto ela como o amado.

Adão procurando Eva
Sem saber por onde andava
Se lembrou então da árvore
Onde sempre a encontrava
E foi procurá-la lá
Sem saber o que o esperava

Quando ele a avistou
Já ficou estarrecido
Viu o fruto em sua mão
E deu um grande bramido
Correu para impedir
Já havia ela mordido.

Ele se lembrou de quando
Eva ali não existia
O quanto vivia só
Como a vida era vazia
Sentiu que a amava muito
Sem ela não viveria

Pensou na ordem de Deus
Pra do fruto não comer
Resistiu por um momento
Se esforçou em obedecer
Mas a tentação iria
Num instante o vencer

Ela ofereceu-lhe o fruto
Ele decidiu comer
Por amar tanto a mulher
Seu amor temeu perder
E morrer melhor seria
Do que sem ela viver

Depois que comeram o fruto
Um estranho sentimento
Um temor, um calafrio
Despertava sofrimento
Perceberam a nudez
A partir desse momento.

Logo ali do lado ouviram
Um riso de zombaria
A serpente era o diabo
Conseguiu o que queria
Pois manchou a criação
No Jardim naquele dia.

Então Deus se aproximou
Já sabendo do ocorrido
E chamou Deus por Adão
Mas não foi correspondido
Ao verem que nus estavam
De Deus tinham se escondido.

Disse Deus então ao homem:
Por que tu agiste assim?
Tudo o que fiz era teu
Não guardei nada pra mim
Preferistes até a morte
Do que ter vida sem fim.

Adão disse: não fui eu,
Foi a mulher que me desse!
A mulher disse: foi ela,
Foi a serpente que fizesse!
E Deus disse: sois culpados
Mesmo que ninguém confesse

Ninguém ficaria impune
Haveria consequência
Cometeram o pecado
Com a desobediência
E assim trouxeram a morte
Para a sua descendência.

Disse Deus para a serpente:
Tuas pernas não terás
Andarás sobre o teu ventre
Pó da terra comerás
Entre todos que criei
Maldita sempre serás

Para a mulher disse Deus
Que submissa seria
Para sempre ao seu marido
A ele obedeceria
E as dores do seu parto
Também multiplicaria.

E ao homem disse Deus:
Irás duro trabalhar
Com suor o teu sustento
Dessa terra irás tirar
E como dela saíste
Para ela irás voltar.

Do jardim foram expulsos
Por causa do seu pecado
E assim do Criador
O casal foi separado
Mas sabiam que seu erro
Dele os tinha afastado.

Conheceram assim a morte
Como O Senhor lhes falou
Conseqüência do pecado
Que a serpente lhes negou
Quando a ela deram ouvidos
No dia que os enganou.

Foram dias tão difíceis
Longe do seu Criador
Problemas com a família
Dias de muito labor
Nada ali se comparava
Quando estavam com O Senhor.

O pecado cometido
No Jardim pelo casal
Contaminou toda a terra
Trouxe a todos este mal
Nascemos senteciados
À morte espiritual

Mesmo assim O Criador
Não deixou de amá-los não,
Amou também aos demais
Geração a geração
Planejou livrar a todos
Do pecado de Adão

Enviou seu Filho ao mundo
JESUS CRISTO O Salvador
Para resgatar a todos
De volta ao seu Criador
Dando-nos a vida eterna
Tudo isso por amor.

Por Adão entrou a morte
Por Jesus, vida abundante
Volte hoje para Deus
Se você anda distante
Jeus dá a vida eterna
Se quiseres, neste instante

O amor de Deus é imenso
Difícil  de entender
Pois sacrificou Seu Filho
Para a você não perder
Venha para Ele agora
Ele vai te receber.

O diabo, a serpente
Vai tentar te enganar
Para que tu não aceites
O que Jesus quer te dar
Não lhes dê ouvidos, pois
Seu desejo é te matar.

Lá na cruz Jesus pagou
O preço da salvação
Venha pra Jesus agora
E receba seu perdão
Deus não quer perder você
Como já  perdeu Adão.




terça-feira, 15 de março de 2016

Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra

Uma poesia de Roberto Celestino


Estava Jesus no templo
E ao povo ensinava
Todo mundo ao redor
Com atenção escutava
E chegaram uns fariseus
Mestres da lei dos judeus
Tendo uma mulher trazido
Para Jesus a julgar
Estavam a lhe acusar
De trair o seu marido.

Disseram que pela lei
A que comete adultério
Tinha que ser castigada
E o castigo era sério
Era pra ser condenada
Pra morrer apedrejada
Mas, Jesus nada falou
Pois queriam o tentar
Pra depois lhe acusar
Que à mulher condenou.

Como eles insistiam
Então Jesus respondeu:
Julguem vós esta mulher,
Pelo mal que cometeu.
Entre toda essa gente
Quem se acha inocente
Pegue sua pedra agora.
Se alguém não tem pecado
Este está liberado
Apedrejem-na agora.

Quando isso escutaram
Um a um foram saindo
Do menor até o maior
Dali foram se sumindo.
Pois a sua consciência
Não mostrava inocência
Para a ninguém julgar.
A mulher quando olhou
Viu que ali não ficou
Nenhum para a apedrejar.

Jesus disse para ela:
Mulher já foram embora
Aqueles que te acusavam
Pode levantar agora.
Eu não vou te condenar
Podes pois te levantar
E vai-te embora em paz.
Só quero que compreendas
Do teu mal, te arrependas
Vai-te e não peques mais.



sábado, 12 de março de 2016

Pedro nega Jesus

Uma poesia de Roberto Celestino


Jesus disse aos discípulos
Vão levar-me à prisão,
Quando isso acontecer
Todos vós me deixarão.
Mas, Pedro lhe respondeu:
Todos eles, menos eu
Isso nunca farei não.

Jesus disse para Pedro:
Ouça o que vou te dizer
Que ainda esta noite
Isso você vai fazer
Antes de o galo cantar
Você irá me negar
Fingir não me conhecer.

Eles a Jesus disseram
Pedro junto aos demais,
Nós não te abandonaremos
E negar, também jamais.
Enfrentaremos a morte
E nos manteremos forte
Nos momentos cruciais.

Depois que Jesus foi preso
Todos o abandonaram,
Pedro o seguia de longe
Para ver onde o levaram.
Pelo pátio se sentou
Logo se desconfiou
Com alguns que o olharam.
  
Este homem é um deles!
Afirmou uma criada.
Pedro disse; a senhora
Deve estar muito enganada.
Com nenhum deles pareço
Esse Jesus não conheço.
Tu estás equivocada.

Ao sair ele dali
Outra o reconheceu
Disse: Tu era discípulo
De Jesus o Galileu!
Jurou no meio do povo
Negando Jesus de novo:
“Não é conhecido meu”.

Outros ainda disseram
Tua fala denuncia,
Certamente tu estavas
Sempre em sua companhia.
Pedro bravo praguejou
E mais uma vez jurou
Que Jesus não conhecia.

Nesse instante ele ouviu
Quando o galo cantou
Das palavras de Jesus
Pedro logo se lembrou.
Com o coração partido
Retirou-se arrependido
Grande pranto derramou.