terça-feira, 15 de março de 2016

Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra

Uma poesia de Roberto Celestino


Estava Jesus no templo
E ao povo ensinava
Todo mundo ao redor
Com atenção escutava
E chegaram uns fariseus
Mestres da lei dos judeus
Tendo uma mulher trazido
Para Jesus a julgar
Estavam a lhe acusar
De trair o seu marido.

Disseram que pela lei
A que comete adultério
Tinha que ser castigada
E o castigo era sério
Era pra ser condenada
Pra morrer apedrejada
Mas, Jesus nada falou
Pois queriam o tentar
Pra depois lhe acusar
Que à mulher condenou.

Como eles insistiam
Então Jesus respondeu:
Julguem vós esta mulher,
Pelo mal que cometeu.
Entre toda essa gente
Quem se acha inocente
Pegue sua pedra agora.
Se alguém não tem pecado
Este está liberado
Apedrejem-na agora.

Quando isso escutaram
Um a um foram saindo
Do menor até o maior
Dali foram se sumindo.
Pois a sua consciência
Não mostrava inocência
Para a ninguém julgar.
A mulher quando olhou
Viu que ali não ficou
Nenhum para a apedrejar.

Jesus disse para ela:
Mulher já foram embora
Aqueles que te acusavam
Pode levantar agora.
Eu não vou te condenar
Podes pois te levantar
E vai-te embora em paz.
Só quero que compreendas
Do teu mal, te arrependas
Vai-te e não peques mais.



sábado, 12 de março de 2016

Pedro nega Jesus

Uma poesia de Roberto Celestino


Jesus disse aos discípulos
Vão levar-me à prisão,
Quando isso acontecer
Todos vós me deixarão.
Mas, Pedro lhe respondeu:
Todos eles, menos eu
Isso nunca farei não.

Jesus disse para Pedro:
Ouça o que vou te dizer
Que ainda esta noite
Isso você vai fazer
Antes de o galo cantar
Você irá me negar
Fingir não me conhecer.

Eles a Jesus disseram
Pedro junto aos demais,
Nós não te abandonaremos
E negar, também jamais.
Enfrentaremos a morte
E nos manteremos forte
Nos momentos cruciais.

Depois que Jesus foi preso
Todos o abandonaram,
Pedro o seguia de longe
Para ver onde o levaram.
Pelo pátio se sentou
Logo se desconfiou
Com alguns que o olharam.
  
Este homem é um deles!
Afirmou uma criada.
Pedro disse; a senhora
Deve estar muito enganada.
Com nenhum deles pareço
Esse Jesus não conheço.
Tu estás equivocada.

Ao sair ele dali
Outra o reconheceu
Disse: Tu era discípulo
De Jesus o Galileu!
Jurou no meio do povo
Negando Jesus de novo:
“Não é conhecido meu”.

Outros ainda disseram
Tua fala denuncia,
Certamente tu estavas
Sempre em sua companhia.
Pedro bravo praguejou
E mais uma vez jurou
Que Jesus não conhecia.

Nesse instante ele ouviu
Quando o galo cantou
Das palavras de Jesus
Pedro logo se lembrou.
Com o coração partido
Retirou-se arrependido
Grande pranto derramou.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Eu vivia como cego, a andar na escuridão



                                  Eu andava todo errado
E pra Deus eu nem ligava
Tudo certo eu achava
Pra mim nada era pecado.
Mas, eu era um coitado
A viver sem direção
Eu pensava ter visão
Tava errado, pois não nego.
Eu vivia como cego
A andar na escuridão

Eu fazia o que queria
E ainda me gabava
Pois em mim ninguém mandava
Era assim que eu dizia.
O prazer que eu sentia
Era na dissolução
A Deus não dava atenção
O meu deus era o meu ego
Eu vivia como cego
A andar na escuridão

Eu não queria saber
De ouvir sobre Jesus
Ou porque que numa cruz
Ele resolveu morrer.
Meu negócio era viver
Minha  vida com emoção
Hoje tudo isso é vão
Nisso não mais me apego
Eu vivia como cego
A andar na escuridão

Pois Jesus pra mim olhou
Teve compaixão de mim
Ao me ver andar pro fim
Minha vida resgatou
Alguém para mim falou
Do amor e do perdão
Que nos dá a salvação
E eu disse: Eu me entrego.
Muito tempo eu fui cego
Mas Jesus me deu visão.

Roberto Celestino

terça-feira, 1 de março de 2016

SALMO 1


É feliz quem não deseja
Imitar os pecadores
Nem andar com zombadores
Gente que o mal planeja.
Ao contrário ele almeja
Ter prazer só no Senhor
Da palavra é leitor
E medita noite e dia
Não se finda a alegria
De quem é adorador

Como árvore plantada
Junto de água corrente
Dá bom fruto e semente
Ali não lhe falta nada.
Tem a vida abençoada
Não se abate com tristeza
O Senhor em sua grandeza
O segura pela mão
Ele sente a proteção
De Deus, sua fortaleza.

Mas quem busca a maldade
Achará o sofrimento
Como palha pelo vento
É sua felicidade.
Com grande severidade
Eles irão ser julgados
De temor serão tomados
Ao ouvirem a sentença
Pois pela sua descrença
Serão eles condenados.

Seja bem aventurado
Tu varão e tu varoa,
Seja, pois essa pessoa
Que a Deus  tem adorado.
Para ti tá reservado
Lá no céu o teu lugar
Que  Jesus foi preparar
Isso Ele prometeu
Não despreze o que Ele deu
Tão somente por te amar.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A ressurreição da filha de Jairo



Jesus viu o homem Jairo
Chegando desesperado
Diante dele se ajoelhou
E falou ali prostrado:
Minha dor é muito forte
Minha filha está à morte
Pois é grave o seu estado.

E em quanto ele falava
Veio um empregado seu
E olhando para Jairo
A notícia ele deu:
Não precisa o chamar
Cuide logo em voltar
Tua filha já morreu.

Vendo o seu desespero
Jesus Cristo Lhe falou:
Não te assustes, crê somente,
Eu contigo ainda vou.
Basta você confiar
Tua filha vou salvar.
Nele Jairo confiou.

Vendo o povo que chorava
Ele os mandou calar
Disse: ela não está morta
Pra vocês eu vou mostrar
A menina está dormindo,
De Jesus ficaram rindo
Esperando-o fracassar.

Foi ao quarto da menina
Pela mão a segurou
“Menina levanta agora”
Em voz alta ele falou.
Jairo que a tudo via
Festejou de alegria
Quando a filha levantou.

Os que riram de Jesus
Tiveram que se calar
Pois pensavam que a morte
Fosse de Jesus ganhar.
Mas a morte não lhe vence
Pois a vida lhe pertence
Vida que veio nos dar.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Senhor é meu Pastor, nada me faltará.



         Salmo 23

O Senhor é meu pastor
Nada deixa me faltar
Pois de tudo que eu preciso
Ele sempre vem me dar.
Ele é quem providencia
O meu pão de cada dia
Nele eu posso confiar.

Ele acalma minha alma
Quando eu estou nervoso
E me livra do caminho
Que pra mim é espinhoso.
O enguiço desenguiça
Ele sempre faz justiça
Seu amor é grandioso.

Ainda queu venha andar
Pela densa escuridão
Ou pelo vale da morte
Que assombra o coração
Sei que Tu és meu abrigo
E me afastas do perigo
Com cajado de tua mão.

Inimigos me perseguem
Contra mim tem investido
Mas, a eles tens mostrado
Que eu sou o teu ungido.
Ficarão a contemplar
De alegria eu transbordar
Pois em ti eu tenho crido.

Bondade e misericórdia
Para mim tem meu pastor
Sei que Ele a cada dia
É meu guia e protetor.
Para sempre o louvarei
Com prazer habitarei
Na casa do meu Senhor.

Roberto Celestino

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nabucodonosor, um rei vencido pela soberba.


Um cordel que conta a história de um rei soberbo que enlouqueceu e, conviveu com os animais do campo até reconhecer a soberania de DEUS.

Vou falar hoje de um rei
Rei Nabucodonosor
Governou a Babilônia
Esse grande imperador
Ele era destemido
E foi muito conhecido
Por seu reino grandioso
Mas enquanto governava
O orgulho o dominava
Se sentia poderoso.

Era sempre vitorioso
Outros reinos invadia
Carregava todo ouro
E bens que tinham valia
E separava do povo
Todo jovem que era novo
Fosse manso ou fosse bravo,
E como um preso de guerra
Levava pra sua terra
Pra viver como um escravo.
             
Sem ganhar nenhum centavo
Duro iam trabalhar
Os que eram mais vistosos
Botavam pra estudar
Sorte de quem era belo
Pois vivia no castelo
A estudar e comer bem
Aprendiam a leitura
E tudo que era cultura
Da Babilônia também.

Invadiu Jerusalém
E de lá ele levou
Utensílios e o rei
E uns jovens de valor
Entre eles Daniel
Hananias, Mizael
E o quarto Azarias
Estes foram separados
Para ser alimentados
Com as finas iguarias.              

Desde os primeiros dias
Não quiseram a comida
Que faziam no palácio,
Para a todos ser servida
Preferiram os legumes
Não seguiram os costumes
Daquele povo pagão.
Excederam em inteligência
Daniel teve a ciência
De todo sonho e visão.

Teve um sonho o rei e então
Ficou muito assustado,
Convocou todos os sábios
A fim de ser revelado
O seu sonho temeroso
Mesmo sendo poderoso
O sossego ele perdeu,
Mas ninguém lhe respondia
Revelar ninguém sabia
E o rei se enfureceu.

Mas Daniel entendeu
O que o rei tinha sonhado
E pediu para que ao rei
Ele fosse apresentado
A Nabucodonosor
Disse o que ele sonhou
E deu a revelação.
Tudo ao rei se referia
Breve Deus quebrantaria
Toda sua exaltação.

Mesmo assim seu coração
De orgulho transbordava
Tudo que o rei fazia
A si mesmo exaltava.
Certo dia a contemplar
Babilônia e se exaltar
Uma voz do céu ouviu:
Teu reinado já passou
O teu tempo acabou
De temor o rei caiu.
Eaquela voz prosseguiu
A loucura irás provar
E com animais selvagens
Tu agora vais morar.
Com os bois tu vais comer
Até vir reconhecer
De Deus a soberania
Pois a tua majestade
Desprovida de humildade
Não tem nenhuma valia.
       
Nesse instante se cumpria
A palavra do Senhor
O relato é do próprio
Rei Nabucodonosor
Viu suas unhas crescerem
Os cabelos se estenderem
E viveu como animal
O campo foi sua morada
E pastava com a manada
Pois ao boi tornou-se igual.
             
Mas um dia afinal
O juízo lhe voltou
E louvou ao Deus Altíssimo
E enfim se quebrantou.
Tendo a Deus reconhecido
Fora reestabelecido
De volta pra realeza
Mas sempre reconhecendo
QueO Senhor é o Deus tremendo
É eterna sua grandeza.

Queres saber com clareza
Da história detalhada?
Encontra-se em Daniel
Livro da Bíblia Sagrada.
Essa história nos ensina
Que pro homem a ruína
É a sua exaltação.
Por isso não se engrandeça
A Deus sempre agradeça
Tudo é obra de sua mão.