sábado, 20 de fevereiro de 2016

A ressurreição da filha de Jairo



Jesus viu o homem Jairo
Chegando desesperado
Diante dele se ajoelhou
E falou ali prostrado:
Minha dor é muito forte
Minha filha está à morte
Pois é grave o seu estado.

E em quanto ele falava
Veio um empregado seu
E olhando para Jairo
A notícia ele deu:
Não precisa o chamar
Cuide logo em voltar
Tua filha já morreu.

Vendo o seu desespero
Jesus Cristo Lhe falou:
Não te assustes, crê somente,
Eu contigo ainda vou.
Basta você confiar
Tua filha vou salvar.
Nele Jairo confiou.

Vendo o povo que chorava
Ele os mandou calar
Disse: ela não está morta
Pra vocês eu vou mostrar
A menina está dormindo,
De Jesus ficaram rindo
Esperando-o fracassar.

Foi ao quarto da menina
Pela mão a segurou
“Menina levanta agora”
Em voz alta ele falou.
Jairo que a tudo via
Festejou de alegria
Quando a filha levantou.

Os que riram de Jesus
Tiveram que se calar
Pois pensavam que a morte
Fosse de Jesus ganhar.
Mas a morte não lhe vence
Pois a vida lhe pertence
Vida que veio nos dar.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Senhor é meu Pastor, nada me faltará.



         Salmo 23

O Senhor é meu pastor
Nada deixa me faltar
Pois de tudo que eu preciso
Ele sempre vem me dar.
Ele é quem providencia
O meu pão de cada dia
Nele eu posso confiar.

Ele acalma minha alma
Quando eu estou nervoso
E me livra do caminho
Que pra mim é espinhoso.
O enguiço desenguiça
Ele sempre faz justiça
Seu amor é grandioso.

Ainda queu venha andar
Pela densa escuridão
Ou pelo vale da morte
Que assombra o coração
Sei que Tu és meu abrigo
E me afastas do perigo
Com cajado de tua mão.

Inimigos me perseguem
Contra mim tem investido
Mas, a eles tens mostrado
Que eu sou o teu ungido.
Ficarão a contemplar
De alegria eu transbordar
Pois em ti eu tenho crido.

Bondade e misericórdia
Para mim tem meu pastor
Sei que Ele a cada dia
É meu guia e protetor.
Para sempre o louvarei
Com prazer habitarei
Na casa do meu Senhor.

Roberto Celestino

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nabucodonosor, um rei vencido pela soberba.


Um cordel que conta a história de um rei soberbo que enlouqueceu e, conviveu com os animais do campo até reconhecer a soberania de DEUS.

Vou falar hoje de um rei
Rei Nabucodonosor
Governou a Babilônia
Esse grande imperador
Ele era destemido
E foi muito conhecido
Por seu reino grandioso
Mas enquanto governava
O orgulho o dominava
Se sentia poderoso.

Era sempre vitorioso
Outros reinos invadia
Carregava todo ouro
E bens que tinham valia
E separava do povo
Todo jovem que era novo
Fosse manso ou fosse bravo,
E como um preso de guerra
Levava pra sua terra
Pra viver como um escravo.
             
Sem ganhar nenhum centavo
Duro iam trabalhar
Os que eram mais vistosos
Botavam pra estudar
Sorte de quem era belo
Pois vivia no castelo
A estudar e comer bem
Aprendiam a leitura
E tudo que era cultura
Da Babilônia também.

Invadiu Jerusalém
E de lá ele levou
Utensílios e o rei
E uns jovens de valor
Entre eles Daniel
Hananias, Mizael
E o quarto Azarias
Estes foram separados
Para ser alimentados
Com as finas iguarias.              

Desde os primeiros dias
Não quiseram a comida
Que faziam no palácio,
Para a todos ser servida
Preferiram os legumes
Não seguiram os costumes
Daquele povo pagão.
Excederam em inteligência
Daniel teve a ciência
De todo sonho e visão.

Teve um sonho o rei e então
Ficou muito assustado,
Convocou todos os sábios
A fim de ser revelado
O seu sonho temeroso
Mesmo sendo poderoso
O sossego ele perdeu,
Mas ninguém lhe respondia
Revelar ninguém sabia
E o rei se enfureceu.

Mas Daniel entendeu
O que o rei tinha sonhado
E pediu para que ao rei
Ele fosse apresentado
A Nabucodonosor
Disse o que ele sonhou
E deu a revelação.
Tudo ao rei se referia
Breve Deus quebrantaria
Toda sua exaltação.

Mesmo assim seu coração
De orgulho transbordava
Tudo que o rei fazia
A si mesmo exaltava.
Certo dia a contemplar
Babilônia e se exaltar
Uma voz do céu ouviu:
Teu reinado já passou
O teu tempo acabou
De temor o rei caiu.
Eaquela voz prosseguiu
A loucura irás provar
E com animais selvagens
Tu agora vais morar.
Com os bois tu vais comer
Até vir reconhecer
De Deus a soberania
Pois a tua majestade
Desprovida de humildade
Não tem nenhuma valia.
       
Nesse instante se cumpria
A palavra do Senhor
O relato é do próprio
Rei Nabucodonosor
Viu suas unhas crescerem
Os cabelos se estenderem
E viveu como animal
O campo foi sua morada
E pastava com a manada
Pois ao boi tornou-se igual.
             
Mas um dia afinal
O juízo lhe voltou
E louvou ao Deus Altíssimo
E enfim se quebrantou.
Tendo a Deus reconhecido
Fora reestabelecido
De volta pra realeza
Mas sempre reconhecendo
QueO Senhor é o Deus tremendo
É eterna sua grandeza.

Queres saber com clareza
Da história detalhada?
Encontra-se em Daniel
Livro da Bíblia Sagrada.
Essa história nos ensina
Que pro homem a ruína
É a sua exaltação.
Por isso não se engrandeça
A Deus sempre agradeça
Tudo é obra de sua mão.

          

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jesus liberta um endemonhiado



                              Depois disto viajaram
                              Foram pra Cafarnaum,
                              Em um sábado comum...
                              E na sinagoga entraram.
                              Todos se maravilharam
                              Com o ensino que trazia,
                              Pois não tinha hipocrisia
                              Nas palavras que ensinava,
                              Quanto mais ele falava
                              Mais viam sabedoria.

                               E ali onde estavam
                               Se ouviu grande gemido,
                               Certo homem possuído
                               No recinto adentrava,
                               Este homem alto gritava:
                               “Oh Jesus de Nazaré,
                               Sei tão bem quem você é
                               O que você quer aqui?
                               Veio pra nos destruir,
                               É isso que você quer?

                               Jesus o repreendeu
                               E foi logo o expulsando,
                               Do homem saiu gritando
                               E a Cristo se rendeu
                               O povo todo temeu
                               E ficou admirado,
                               Diante do presenciado
                               Em ver tamanho poder,
                               Muitos começaram crer
                               Ser Jesus o Enviado

                               Evangelho de Marcos 1.21-28

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TEMPO DE FRUTIFICAR (Lucas 13.6-9)


           
Observem  a semente
Nas mãos do agricultor,
Elas tem muito  valor
Pra no campo ser plantado,
Pois assim pro seu roçado
Sai alegre pra plantar,
Planta e fica a esperar
Alguns dias para ver ,
Tudo que plantou nascer
Para ele se alegrar.

Vem visitar o roçado
Ver se tudo ali nasceu,
Pouca coisa se perdeu
Uma ou outra sementinha.
Outras nasceram fraquinhas
E o sol logo as queimou,
Ele viu que não vingou
E ali logo morreram,
Outras se desenvolveram
Alegrando o agricultor.

Mas as plantas que vingaram
Ele tratou com cuidado,
Pois aquele seu roçado
Dava muita  alegria,
La estava todo dia
Do seu campo a cuidar,
Tinha mato pra limpar
E xaxar sua lavoura,
Pois a safra era vindoura
Se alegrava só em pensar.

E por fim chega o tempo
Esperado da colheita,
Só de ver já se deleita
Com o fruto do trabalho.
Então sem nenhum empalho
Ele começa a colher,
Suas sacas quer encher
De fava, milho e feijão,
Melancia e melão
E tudo que possa ter.

Mas tem algo que o entristece
Pois ali observou,
Que nem tudo o que plantou
Um bom fruto ofereceu.
Teve planta que não deu
Nada mais que folha e vara,
E andando na seara
Essas ele arrancou,
Num montão ele ajuntou
Pra queimá-las na coivara.

Mas nas que frutificaram
Muito ele se alegrou,
Pois foi nessas que ele achou
O que sempre procurava,
Nessas sempre se achava
Algo mais para colher,
Por isso vieram a ser
A menina dos seus olhos,
Que frutificavam aos molhos
Nestas tinha seu prazer.

Nós também somos sementes
Escolhidas do Senhor,
Que no campo semeou
E esperou pra germinar.
Depois veio visitar
O que Ele havia plantado,
Viu que tinha germinado
Quando aqui nos encontrou,
Um a um de nós cuidou
Pra dar o fruto esperado.

E no tempo da colheita
Tendo Ele retornado,
Pra buscar o esperado
Os frutos de cada um.
Em alguns achou nenhum
E ficou entristecido,
Tendo ele investido
No roçado tanto tempo,
Pro seu descontentamento
Pouco ali foi produzido.

E como um agricultor
Que vê o roçado perdido,
Pela seca consumido
Onde pouco se aproveita,
Ele volta da colheita
Levando só a tristeza,
Pois pensava na grandeza
Da fartura que teria,
Pois sonhava todo dia
Que a veria com certeza.

Tome o lugar dessa planta
No roçado do Senhor,
Pois foi Ele quem plantou
Você pra frutificar.
O que tens pra apresentar
Quando Ele vier a ti,
Tu farás Ele sorrir
Com grande satisfação,
Ou será a decepção
Que O Senhor irá sentir?

Frutifique sem demora
Pois o tempo é chegado,
O Senhor tem visitado
Dia a dia o seu povo.
Que hoje haja um renovo
De fé para te adubar,
Pois o tempo irá chegar
Pode ser nesse minuto,
Que O Senhor te pede um fruto
Se não tens, irás queimar.

Que o fruto do Espírito
Nós possamos produzir
E saber nos conduzir
Dando fruto sendo luz,
O evangelho de Jesus
Deve ser nossa semente
Pra levar a toda gente
Sem fazer a distinção
E esses frutos estarão

Com O Senhor, eternamente.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Mais um trechinho do meu Projeto em andamento "O Evangelho de Marcos em Cordel",desta vez,A parábola do Semeador,registrada em Marcos cap.4.


Ensinando prosseguiu
Por parábola a falar,
Assim começou contar
Ao povo se dirigiu:
Um semeador saiu
Semeando a semente,
      Mas vindo o sol tão quente
Algumas não resistiram,
Foram estas as que caíram
Nas pedras e solo rente.

Já outra parte caiu
Pela beira do caminho,
E vieram os passarinhos
Que logo as consumiu,
Em um ambiente hostil
Muitas delas se perderam,
Entre os espinhos cresceram
Não puderam prosperar,
Antes de frutificar
Sufocadas lá morreram.

Mas a parte que ficou,
Em bom solo lá cresceu,
E bom fruto ela deu
Alegrou o semeador.
Este muito festejou
Lembrando de sua  semente,
Tudo olhou todo contente
E se viu recompensado,
Vendo o celeiro lotado
Co’a colheita excelente.


Roberto Celestino.

sexta-feira, 29 de março de 2013


Uma sexta feira diferente
Roberto Celestino

Sexta feira. Muitas ansiedades,
Muitos preparam-se para descansar.
Ele prepara-se para carregar uma pesada cruz.
Ligações são feitas durante o dia,
A noite reunião dos amigos.
Ele está só, seus amigos o deixaram.
Espera-se encontrar novos amigos influentes.
Ele está entre dois criminosos.
Contam-se as horas para chegar o esperado fim de semana.
Faltam poucas horas para Ele chegar ao fim da vida.
Sexta feira. Melhor roupa, um bom perfume, uma boa bebida e muita produção.
Mas para Ele, tomaram suas vestes, o borrifaram com sangue, na sede, vinagre e fel,
Dor e humilhação.
Todos desejam uma sexta feira perfeita que inicie bem o fim de semana, muito brilho,
Muito show,muito sexta feira.
Mas aquela sexta feira para Ele, não tinha brilho algum, o único show, era a multidão
Que dele escarnecia,zombavam dEle na cruz.
Ele poderia ter rejeitado aquela sexta feira,estava em suas mãos o fazer.
Mas ele não quis.Ele escolheu naquela sexta feira tenebrosa,passar por tudo aquilo,para trazer sentindo as nossas vidas não apenas em nossas “sexta feiras” ou finais de semana,mas dar sentido a nossa vida, daquela sexta feira até a eternidade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Evangelho de Marcos em Cordel


 Este é meu novo projeto que ainda está em andamento.Apresentar o Evangelho na forma de poesia,mais precisamente em cordel.O texto já está todo pronto,estou agora revisando e editando.Vou deixar aqui os primeiros versos para que possamos sentir como vai ficar.



1-O Princípio do Evangelho
De Jesus nosso Senhor,
Demonstrando seu amor
Renovou o que era velho.
E criou um novo elo
Criador e criatura,
Que andava as escuras
Sem ter luz nem salvação,
Recebeu de Deus perdão
Livre foi da’ira futura.

Assim fora registrado
No Profeta Isaías,
Antes de ser O Messias
Nesse mundo revelado,
Um emissário enviado
Veio ao povo alertar,
E o caminho preparar
Para a vinda do Senhor,
Pois viria o Salvador
Pra seu povo libertar.

A palavra se cumpriu
Dessa forma aconteceu,
João Batista apareceu
Pelo deserto surgiu,
E o povo logo o viu
Pregando arrependimento,
Formou-se um ajuntamento
De pessoas pra lhe ouvir,
Todos vinham para ali
Buscar o conhecimento.

Bem humilde era vestido
Usando um cinto de couro,
Não buscava aqui tesouro
Pois havia decidido,
Ter a vida oferecido
Para a obra do Senhor,
Quando a fome o apertou
Comeu gafanhoto e mel,
Que  como o maná do céu
Sua fome saciou.

João pregava e batizava
Nas águas do Rio Jordão,
A quem creu de coração
Na mensagem que pregava.
Dia a dia avisava
Da vinda do Salvador.
João não se considerou
Ter a honra de abaixar,
Diante Dele pra amarrar
As sandálias que usou.

 Jesus veio batizar
Não com água como João,
Tinha fogo em sua mão
A fim de purificar,
Todo aquele que aceitar
Sua mensagem proferida,
E O Espírito de vida
Nele faz sua moradia
Restaurando a alegria
Da pobre alma perdida.

Agora trabalhar para concluir.