sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Evangelho de Marcos em Cordel


 Este é meu novo projeto que ainda está em andamento.Apresentar o Evangelho na forma de poesia,mais precisamente em cordel.O texto já está todo pronto,estou agora revisando e editando.Vou deixar aqui os primeiros versos para que possamos sentir como vai ficar.



1-O Princípio do Evangelho
De Jesus nosso Senhor,
Demonstrando seu amor
Renovou o que era velho.
E criou um novo elo
Criador e criatura,
Que andava as escuras
Sem ter luz nem salvação,
Recebeu de Deus perdão
Livre foi da’ira futura.

Assim fora registrado
No Profeta Isaías,
Antes de ser O Messias
Nesse mundo revelado,
Um emissário enviado
Veio ao povo alertar,
E o caminho preparar
Para a vinda do Senhor,
Pois viria o Salvador
Pra seu povo libertar.

A palavra se cumpriu
Dessa forma aconteceu,
João Batista apareceu
Pelo deserto surgiu,
E o povo logo o viu
Pregando arrependimento,
Formou-se um ajuntamento
De pessoas pra lhe ouvir,
Todos vinham para ali
Buscar o conhecimento.

Bem humilde era vestido
Usando um cinto de couro,
Não buscava aqui tesouro
Pois havia decidido,
Ter a vida oferecido
Para a obra do Senhor,
Quando a fome o apertou
Comeu gafanhoto e mel,
Que  como o maná do céu
Sua fome saciou.

João pregava e batizava
Nas águas do Rio Jordão,
A quem creu de coração
Na mensagem que pregava.
Dia a dia avisava
Da vinda do Salvador.
João não se considerou
Ter a honra de abaixar,
Diante Dele pra amarrar
As sandálias que usou.

 Jesus veio batizar
Não com água como João,
Tinha fogo em sua mão
A fim de purificar,
Todo aquele que aceitar
Sua mensagem proferida,
E O Espírito de vida
Nele faz sua moradia
Restaurando a alegria
Da pobre alma perdida.

Agora trabalhar para concluir.

domingo, 21 de outubro de 2012

A história de Mary Jones-Uma história de amor pela Palavra de Deus


Uma poesia de Roberto Celestino.

Por trás de uma imagem frágil e singela
Residia a força e a determinação,
De uma menina chamada Mary Jones
Que propôs em seu coração,
Adquirir uma bíblia para si
E por nada iria desistir,
Até possuí-la em sua mão.

As dificuldades eram imensas
Seu sonho parecia esvaecer,
Além dos livros serem caros
Mary não sabia ler.
O dinheiro lhes faltava
Mas ela não se abalava,
Para a bíblia obter.

Seu pai soube de uma escola
Que em Aber se instalaria,
Ao contar para a menina
Irradiou-lhe a alegria,
E quando a escola funcionou
Seu pai logo a matriculou
E em pouco tempo ela já lia.

Firme no seu propósito
Começou a trabalhar,
Catou lenha, cuidou de crianças,
Algumas galinhas começou criar,
Vendia ovos à vizinhança,
Pois tinha grande esperança
De seu sonho realizar.
        
Um ano de economia
Não foi suficiente,
Para comprar sua bíblia
Mary estava descontente,
Mas não deixou se abalar
Aprendeu a costurar,
E trabalhava arduamente.

Durante o terceiro ano
Mas um problema a enfrentar,
Seu pai adoeceu
Não podia trabalhar,
O que no ano economizou,
À família ajudou
O sonho tinha que esperar.

Ao final do quarto ano
Aos quinze anos de idade,
Completou a sonhada quantia
Via o sonho virar realidade,
Mas teria que caminhar,
Quarenta quilômetros pra encontrar
A bíblia em outra localidade

Pediu autorização
Aos pais pra viajar,
Até a cidade de Bala
Para sua bíblia comprar,
A princípio resistiram,
Mas logo decidiram
A viagem autorizar

Decidiu poupar os sapatos
E descalça caminhou,
Depois de um dia inteiro
Ao destino ela chegou,
Na porta de Tomas Charles batia
Sem imaginar o que ouviria
Da boca daquele pastor.

Ele então lhes explicou,
Que os exemplares foram vendidos
E os que ali restavam
Estavam comprometidos,
Em desespero ela chorou
Sua história então contou
Deixando o homem comovido.

Um exemplar da bíblia
O pastor lhe entregou,
Impressionado com a história
Ele logo a divulgou,
E a partir daquele momento
Nasceria um movimento
Em prol da obra do Senhor.

Viu-se a necessidade
De a bíblia traduzir,
Imprimindo-a em quantidades
Para aos povos distribuir,
E trabalhar pra que esta história,
Ficasse apenas na memória,
E não viesse se repetir.

Em 1802,
O sonho ganhou proporções,
A primeira Sociedade Bíblica surgia
Depois de muitas orações,
Para a bíblia divulgar
A luz as trevas dissipar,
Iluminando os corações.

Dessa história de vida veio a idéia,
Para as Sociedades Bíblicas que viriam
Mudando a história dos povos,
Que a palavra de Deus conheceriam
Se ter uma bíblia parecia impossível,
Logo tornou-se acessível
Em toda parte a encontrariam.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Salmo 63


Uma Poesia de Roberto Celestino

Ó Deus,tu és o meu Deus
Eu te busco intensamente,
Minh’alma sedenta por ti
Busca-te ansiosamente.

Quero contemplar-te no santuário
Teu poder, tua glória avistar,
Amo-te mais que minha vida
Meus lábios põem-se a te exaltar.

Sim, enquanto eu viver
Teu nome bendirei,
E em teu louvor SENHOR,
Minhas mãos levantarei.

Como em um rico banquete
Satisfeita minh’alma está,
O júbilo se apoderou de meus lábios
Minha boca apressa-se a te louvar.

Quando me deito penso em ti
Se me acordo sei que estás comigo,
Pois sei que na sombra de tuas asas
Tenho o mais seguro abrigo.

A minha alma se apega a ti
A tua mão me tem sustentado,
Aqueles que atentam  contra mim
Serão pelo  mal assolados.

Mas o rei se alegrará em Deus
E todos os que nEle tem confiado,
Mas quem empresta a boca à mentira
Terão seus lábios calados.

domingo, 19 de agosto de 2012

Renúncia

                               Uma Poesia de Roberto Celestino

Renunciar,
Édeixar tudo
Para tudo ter;
Se permitir morrer
para eternamente viver.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Seja esperto.Diga não às drogas

Uma poesia(apelo)de Roberto Celestino


Hoje a sociedade
Se encontra ameaçada,
Por um mal que a assola
Essa droga tão falada,
Que destrói muitas famílias
Deixa a vida arrasada.

A pessoa que inicia
Procurando atenção,
Quer ficar encorajado
Pra cair na diversão.
O coitado nem percebe
Que ta indo pro caixão.
       
Logo quando ele começa
Acha que só vai provar,
Pois se acha muito forte
Para a droga abandonar,
Mas depois vai perceber
A droga lhe dominar.
         
E com o passar do tempo
Passa a se transformar,
De alegre e tranquilo
Agressivo vai ficar,
E agora seus amigos
Dele vão se afastar.
         
E também dentro de casa
Muda o comportamento,
O alegre jovem agora
É apenas um briguento,
E sem ver está levando
A família ao sofrimento.
         
Os colegas não consegue
No estudo acompanhar,
Pois a sua inteligência
Já começa a definhar
E pensando só na droga
Não consegue estudar.
         
Dia a dia se percebe
A situação pior,
O que usa já não serve
Ele busca algo maior,
Procurando outras drogas
Para se sentir melhor.
         
Quando a cola já não serve
Para lhes satisfazer,
Ele busca a maconha
Por esta mais forte ser,
Vai chegar então o momento
De efeito  não fazer.
         
E nessa viagem louca
Ele vai se aprofundando,
Busca drogas mais potentes
E de tudo vai usando,
Não consegue perceber
O quanto ta se afundando.
         
Aquele que tem dinheiro
Cocaína vai comprar,
O mais pobre compra o crack
É mais fácil de encontrar,
Esse é muito perigoso
Tem  poder para matar.
         
Tem  efeito matador
E também outro poder ,
Viciar  rapidamente
E para a alguém prender
Basta usá-lo uma vez
Pra a pessoa se render.
              
Aumentando a desgraça
Um tal oxi, foi inventado,
É de cal e querosene
E tudo envenenado,
Mata mais do que as outras
Sem dar chance ao viciado.

Quando chega nessa fase
Tudo fica complicado,
O que parecia  belo
Vai mostrar o outro lado
Quem  queria aparecer
Agora vê-se  isolado.
         
Se rebela com os pais
Pois se sente independente,
Achando que pode tudo
Quer mostrar que é valente
Quando passa o efeito
Só Deus sabe o que sente.
         
Quando acaba o dinheiro
E não pode mais comprar,
Vê-se logo em desespero
E começa a roubar,
Até dentro de sua casa
Rouba coisas do seu lar.
         
Anda sujo, maltrapilho
A calçada é seu lar,
Vive sempre mendigando
Esperando algo ganhar,
Pra comprar a sua droga
É disposto até matar.
         
Em um mundo violente
Vive ele  envolvido,
Na escuridão das drogas
Compra briga com bandidos,
Muitos são os que se vão
Tem seu tempo reduzido.
         
Muitos jovens estão mortos
As  famílias destruídas,
Outros vivem  pelas ruas
Vivem ao léu e sem guarida,
Por uma atitude errada
Destruíram  suas vidas.

E enquanto esses pobres.
Correm  pra destruição
Peço  que analisemos
Com devida atenção,
Como vive o traficante,
Que é chamado de chefão.
         
Vende droga, mas não usa
E só anda de carrão,
Leva vida sossegada
Só passeia de avião,
E o pobre viciado
Vive sujo pelo chão.
             
Deixo aqui o meu conselho
Pra você saber viver,
Bem  tranqüilo e sossegado
Sem ter nada a temer:
Fique longe dessa droga
Ela quer matar você.
         
Quer você ser descolado?
Porta-te decentemente,
Faça uso do seu charme
Seja um jovem influente
Ao estudo dê valor
Mostra qu’és inteligente.
         
Deve a jovem  escolher
Um rapaz pra namorar,
Que possua qualidades
Saiba a todos agradar,
Se pegar um viciado
Vai morrer de apanhar.
         
Fique atento com o álcool
É  uma porta de entrada,
Muitos que por ela entraram
Perceberam a cilada
Outros ao tentar voltar
Encontraram-na fechada.

O cigarro é outra droga
Venenoso e matador,
Quem o usa adquire
Enfisema e tumor.
Não destrua o teu corpo
Que Deus fez com tanto amor
        
Vê-se o fruto dessas drogas
Hoje em muitos lugares,
A lotar  os cemitérios
Nos presídios aos milhares
Jovens presos por correntes
Dentro de seus próprios lares.
        
Se alguém fizer convite
Para alguma droga usar,
Foge dele sem demora
Se não vai te afundar
É melhor andar sozinho
Sem o mal pra te tentar.
        
Mostra que és diferente
Escolhendo o correto,
Se souberes que há drogas
Não queiras passar por perto
Mostrarás assim a todos
Quem de fato é esperto.
        
Se você já provou drogas
Pra deixar essa é a hora,
Recomeça tua vida
Faça isso sem demora
Tua vida não é lixo
Para ser jogada fora.
             
Aproveita tua vida
Valoriza a liberdade,
Anda com sabedoria
Te esquivas da maldade.
Pois quem vive sem as drogas
Vive em tranqüilidade. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Caminho

Uma Poesia de Roberto Celestino




É preciso prosseguir,
Mesmo sentindo-se cansado
Estando o caminho tranqüilo
Ou mesmo atribulado.
Melhor é não olhar pra trás
E se olhar,
Não regredir
Depois de iniciada a jornada
É preciso prosseguir.

Lembro-me de alguma parte do caminho,
Algum lugar onde já passei
Chego a emocionar-me de saudades,
Por algo que ali deixei.
Também me emociono de dor
Dores que senti no caminho
Por vezes estar acompanhado
E muitas outras encontrar-me sozinho.

Também recordo de coisas
Que eu não deveria ter feito,
Coisas que ao serem lembradas
Transborda de arrependimento meu peito.

Confesso que já pensei em parar
Ficar na beira da estrada
Dormir e sonhar com quem passa,
Mas temo em não mais acordar
E perder o que me espera
O que me foi prometido
Pois essa minha caminhada
Não é sem rumo,
Tem objetivo.

Há trechos no caminho
Que são muitos tenebrosos
Mas há outros no entanto
Que são mui maravilhosos.
Tenho que passar por todos estes
Preciso mostrar meu valor
E vencer os obstáculos
E ser declarado vencedor.

É preciso prosseguir
Não desistir da jornada
Pois o caminho do qual falo
É nossa vida na estrada
Em rumo à morada eterna
Que Por Cristo foi preparada.

Poesia Evangélica: Um poema de Jörg Zink

Poesia Evangélica: Um poema de Jörg Zink: Buscando a paz... Você é perseguido por suas preocupações. Deixe-as. Abandone-as. Confie. Você tem medo de perder. Abandone o...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Árvore da Felicidade


Uma Poesia de João Testi Sobrinho

A Arvore da Felicidade

Na floresta da minha vida eu plantei três sementes.

A primeira foi a semente do meu orgulho;

A segunda a semente da minha ganância;

Nasceram duas grandes arvores

Nestas arvores, depositei todo minha esperança.


A terceira semente, com esta eu não me importei

Não foi com carinha que eu a plantei

Na terra de qualquer jeito semeei

Não me importei se essa semente nascia

Eu não esperava qual seria minha surpresa um dia.


O tempo foi passando, meu orgulho e minha ganância aumentando

Orgulhoso fui até a floresta passear

Foi grande a desilusão, vi toda minha soberania desmoronar

A arvore do meu orgulho, juntamente com a arvore da minha ganância,

Encontrei as duas sem esperança.


Seus fortes galhos secando

Suas folhas amareladas

Eu chorei como criança, acabou minha esperança!

Estas duas arvores em pouco tempo seriam derrubadas!


Com meus olhos chorando

Para frente fui andando

Algo me surpreendeu

Encontrei uma grande arvore

Com grandes galhos rodeados

Suas flores perfumadas.


Esta arvore nasceu daquela semente

Que um dia covardemente o meu coração esqueceu

Eu corri ao seu encontro

Abracei o seu tronco

De alegria eu chorava.


Parece que a arvore me dizia:

Filho para onde você ia

Os caminhos que você seguia

Minha sombra te acompanhava.

Hoje eu sou feliz

Já esqueci do meu orgulho

Não lembro da minha ganância

Sou feliz como criança.


Não sinto nem tristeza, nem saudade

Agora, convido meus irmãos, amigos

E o povo desta cidade,

Para vir colher os frutos e descansar na sombra

Desta arvore que se chama

A ARVORE DA FELICIDADE!!!!!

Autor:

Presbitero: João Testi Sobrinho

Igreja Presbiteriana Filadelfia

Ribeirão Preto - SP

Visite Repentistas Evangélicos em: http://repentistasevangelicos.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Relato de Adão


Uma Poesia de Roberto Celestino




Como posso me esquecer

Do dia em que fui criado

Vendo O Criador ao meu lado

Com amor a me olhar?

Eu ainda não entendia

O que em minha volta eu via

Mas logo fui percebendo

O que tinha acontecido.

Naquele momento eu acordava

Sem ainda ter dormido

Eu era um recém chegado

No mundo do meu Senhor

O Supremo Criador

Deu-me vida naquele instante

E me pôs por governante

Sobre tudo o que criou.

Depois me presenteou

Com minha companheira amada.

Não consigo descrever

O que de fato senti

No momento em que a vi

Diante de mim naquele dia

O meu ser se confundia

Em um turbilhão de emoções

Fui invadido por sensações

Que me deixavam elevado

Depois de estar ao seu lado

Descobri que era amor.

A nós tudo era permitido

Comer naquele jardim

Só um fruto foi proibido

Para Eva e para mim.

Mas tudo era perfeito

Na mais perfeita harmonia

Até chegar aquele dia

Que nunca vou me esquecer

Quando Eva deu ouvidos

Aquele anjo caído

Travestido de serpente

Que pra infelicidade da gente

Á Eva logo iludiu

Dizendo que Deus havia mentido

Pois o fruto proibido

Poderia nos tornar

Semelhantes ao Altíssimo

Como se O Senhor Santíssimo

A nos pudesse se comparar.

Eva ficou muita tentada

Não conseguiu se conter

Enquanto eu me aproximava

Nada mais pude fazer

Ainda pude até gritar

Mas não conseguir evitar

Que do fruto ela fosse comer.

Lembrei-me das Palavras

Ditas pelo Criador

Que se do fruto comêssemos

Certamente íamos morrer

Eva eu iria perder

Pois esta morta seria

Lembrei-me então dos dias

Antes dela ser criada

Minha vida era vazia

Por não ter a minha amada

Me perturbei em confusão

Então lhes estendi a mão

E aceitei também comer

Seria melhor morrer com ela

Do que sem ela viver.

A serpente que ali estava

Parecia se transformar

Pois já não apresentava

O brilho no seu olhar

Daquele olhar seco e sem vida

Gargalhadas foram irrompidas

E se pôs de nós a zombar

“Vocês são uns fracassados.

Com o seu Deus falharam

Não fizeram Sua vontade

Pois facilmente me escutaram

Perderam a autoridade

Para a terra dominar

Pois a mim a entregaram”.

Depois que comemos do fruto

Senti pela primeira vez

O que era a vergonha

Vi em nossos corpos a nudez

E uma dor tamanha

Apoderava-se de mim

Em saber que era assim

Que O Senhor ia nos ver

Tentamos logo nos esconder

Entre as plantas do jardim

O Senhor chamou por mim

Eu senti um calafrio

Na verdade nem sabia

Se aquilo que sentia

Era calor ou frio

Mas o temor se apoderava

E a tristeza me dominou

Ao perceber que O Senhor

Tinha a voz entristecida

Já não era parecida

Com a que eu conhecia

Quando com Ele eu saía

Pelos campos a passear

Sua voz me envolvia

De paz e felicidade

Pois via eu na verdade

O quanto Ele me amava.

Em um tom triste abalado

Perguntou-me: Onde estás?

Segurar não pude mais

E respondi: Aqui Senhor

Estava nu e me escondi

Quando Tua voz ouvi

Estou muito amedrontado.

Tentei me defender

Disse ter sido induzido

Por Eva ter me dado do fruto

E deste eu ter comido

Eva também se defendeu

E disse que só comeu

Por a serpente a ter iludido.

Ali todos foram condenados

A serpente a comer pó e rastejar

E nós a viver separados

Do Jardim e do Senhor

Eva conheceu a dor no parto

E eu conheci a fadiga

Trabalhava duro pra comer

Tornou-se difícil nossa vida

Foi duro ouvir do Senhor

Que tudo que Ele formou

Estava agora amaldiçoado

Por um ato de desobediência

Do qual eu era o culpado.

Depois pude entender

Um pouco do que Deus Sentiu

Quando Ele nos perdeu

Quando do jardim nos baniu

Foi quando perdi meu filho

Que meu outro filho matou

Na verdade perdi os dois

Abel foi morto

E Caim nos deixou.

Oh, como dói estas lembranças

E que saudades me dão

Dos dias em que eu vivi

Na presença do meu Senhor

Dias de perfeita paz

Dias de perfeito amor

Onde eu não sabia o que era tristeza

Não conhecia o medo e a dor

Descansava nos braços do Pai

Era envolvido por seu amor

Ainda choro quando lembro

Do jeito que Ele me olhava

Estava claro nos seus olhos

O quanto ele me amava,

Mas meu choro é de tristeza

Quando lembro daqueles olhos

No dia em que pecamos

Abatidos e tristonhos

Ao perceber que os seus sonhos

Para nós se acabava.

Ainda resta-me a esperança

De um dia encontra-Lo

Pois estou arrependido

Por aquele terrível dia

E a minha alegria

Só será restabelecida

Quando eu estiver ao Seu lado.



Adão.



sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Pastor

Uma Poesia de Roberto Celestino

Ao cair da tarde
O pastor recolhe suas ovelhas
Elas estão cansadas,
Ele também está.
Seu corpo tende a desabar de cansaço
Ele carrega uma ovelha nos ombros
Está ferida,
Desgarrou-se, caiu em um precipício
Ele buscou-a, também se machucou
Encontrou-a.
Agora a carrega nos ombros
Teme perdê-la.
Por fim, o aprisco
Descanso?
Sim,para as ovelhas.
Seus pés inchados e feridos
Vão ter que esperar
Tem ovelhas machucadas pra cuidar,
Retirar espinhos, tratar feridas.
Por fim, dormem.
As ovelhas.
E o pastor?
Vigia.
Precisa estar atento.
As ovelhas dormem,
Estão vulneráveis
O lobo ronda pelos arredores.
Lembra-se da ovelha ferida
Vai até ela
Ela dorme
Ele sossega.
Agora dorme.
Minutos.
Acorda.
Vigia.
Dorme.
Minutos.
O sol desponta no horizonte
As ovelhas se agitam
Precisam de pasto, de água,
Precisam do pastor.
E assim ele se vai
Para mais um dia
De sua vida
Vida que já não parece ser sua
Pois ele a dedicou
À suas ovelhas.